13 de set. de 2010

Grupo apoia mulheres que retiraram as mamas por causa de câncer

 Elas produzem cerca de 50 próteses de diversos tamanhos e devolvem a auto-estima de mulheres mastectomizadas por causa do câncer de mama.
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Cinquenta mil brasileiras vão ter diagnóstico de câncer de mama este ano. A luta contra a doença mexe com a auto-estima e com a feminilidade.
Em São Paulo, quem enfrenta esta batalha, ou já enfrentou, ganhou apoio de outras mulheres que enfrentaram o mesmo drama.
A retirada completa da mama por causa de um câncer é um assunto muito delicado e pouco discutido. Algumas pacientes não podem colocar uma prótese de silicone depois da cirurgia. Para ajudá-las, um grupo de senhoras se organiza toda semana.
Boa parte das Integrantes do Viva Melhor conheceu na pele o drama da retirada de um seio. “Essa semana eu conheci uma pessoa. Ela chegou na Associação usando uma tipóia, eu perguntei se ela tinha machucado o braço e ela disse: ‘Não. É para esconder a falta da mama’”, relata a secretária do grupo Viva Melhor Ideli Anselmi.
Todas as semanas se reúnem as voluntárias do grupo Viva Melhor que apóia mulheres mastectomizadas, que tiraram a mama por causa do câncer. Elas produzem cerca de 50 próteses de diversos tamanhos.
O grupo já trabalhou com chumbinho, isopor e alpiste. Hoje usam grãos de polietileno, a matéria prima do plástico. Os grãos criam uma textura natural desenhando uma prótese com aparência muito próxima do seio. Algumas marcas de lingerie já desenvolveram sutiãs com uma abertura lateral que permite o encaixe confortável e ajustável da prótese.
Logo depois da retirada da mama a mulher já pode sair do hospital com uma prótese com volume e sem peso que é mostrada no vídeo, esse modelo de manta acrílica não prejudica os pontos. Depois de 15 a 30 dias a mulher pode usar a prótese com peso, encaixada no sutiã. É para ser utilizada todos os dias e não só por uma questão estética, mas para o equilíbrio do corpo.
“É muito importante que ela não tenha tantas dores na coluna, pescoço, ombro. Fica desequilibrada”, explica Ideli Anslemi.
A presidente do grupo teve que tirar a mama direita há 22 anos, quando não se fazia reconstrução. Mas há 14 anos passou a usar próteses que lhe devolveram a auto-estima, fundamental para mulheres que passam por esta perda.
“A prótese é doada. Tem custo zero”, conta a presidente do Viva Melhor Vera Emília Teruel.
“Uma das coisas que é muito forte na nossa Associação é o exemplo. Nós mostramos a elas que passamos por todo esse trecho difícil da vida e, mesmo assim, nós superamos e hoje estamos lá para mostrar que é possível a vida depois do câncer de mama”, diz a conselheira do grupo Viva Melhor Soila Bertola da Silva.
As mulheres que utilizam as próteses produzidas pelo grupo Viva Melhor, falam que elas são muito melhores dos que as produzidas em grande escala. Elas se adaptam melhor, não machucam e ainda têm o carinho, a solidariedade de quem passou por esse problema e dá esse grande exemplo.


Fonte: matéria exibida no notíciário Bom Dia Brasil no dia 13 de setembro de 2010.

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Pitaco da blogueira: Exemplo de amor ao próximo. Ainda bem que em momentos difíceis como esse de adaptação pós-mastectomia há pessoas tão disponíveis a ajudar.

31 de mai. de 2010

Vacina contra o câncer de mama é testada com sucesso

Cientistas americanos anunciaram o sucesso de testes efetuados em ratos de laboratório com uma vacina revolucionária contra o câncer de mama. Os testes em mulheres devem começar dentro de apenas um ano. Os médicos alertam, porém, que ainda vai levar muito tempo até que o medicamento esteja disponível para o público em geral. A droga dá mostras que tem capacidade de impedir a aparição de tumores, além de atacar os já existentes.
Vincent Tuohy, criador da vacina, comemora o avanço nas pesquisas, que mostram que a droga poderia acabar com 70% dos casos de câncer de mama. "Os efeitos são monumentais. Acreditamos que essa vacina poderá um dia prevenir o câncer de mama nas mulheres adultas da mesma forma que as vacinas previnem hoje muitas doenças infantis", disse o pesquisador da Clínica Cleveland, em Ohio, Estados Unidos.
A vacina desenvolvida por Tuohy  tem como base o ataque a uma proteína chamada alfalactalbumina, que age na maior parte dos tumores de mama. Uma vez aplicada, a vacina estimula o sistema imunológico, capacitando-o a destruir a alfalactalbumina - e assim evitar que surjam tumores. Se bem-sucedida, ela poderá ser oferecida a mulheres antes de alcançarem os 40 anos, época em que o risco de câncer de mama começa a subir, afirma Tuohy.
Testes realizados com ratos criados em laboratório para desenvolverem câncer de mama aos 10 meses de idade mostraram que a vacina os deixou livres de tumores. A droga também aumentou o poder do sistema imunológico para encolher os tumores em até metade de seu tamanho, sugerindo que a substância poderia ser usada tanto como vacina quanto como medicação. Além disso, a teoria por trás dos estudos sugere que, no futuro, ela possa ser usada para combater outros tipos de câncer.
Concluídos os testes em roedores, Tuohy pretende iniciar os testes em mulheres já no próximo ano, em duas etapas. A primeira terá como objetivo analisar o comportamento da vacina em mulheres com o câncer em estado avançado, enquanto a segunda etapa analisará mulheres cujo histórico familiar as colocam no grupo de risco da doença. Devido aos inúmeros testes que ainda devem ser feitos, a vacina só deverá chegar ao mercado dentro de dez anos.

Fonte: Publicado no site da Veja: http://veja.abril.com.br
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Pitaco da blogueira: Que alegria ler uma notícia dessas! Há esperança. Pode ser que a gente pare de ver nossas colegas, amigas, mães, vizinhas, amores partindo desse mal.

4 de mai. de 2010

STJ reconhece adoção por casal homossexual no Estado

Mulheres de Bagé aguardam registro das duas crianças

Em uma decisão histórica, a 4ª Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ) reconheceu por unanimidade a adoção de crianças por um casal homossexual de Bagé (RS). A Justiça gaúcha já havia considerado a união homoafetiva em questão como uma família e autorizado que as duas crianças adotadas fossem registradas com os nomes das duas mães. O Ministério Público Federal do Rio Grande do Sul, no entanto, recorreu da decisão, o que levou o caso ao STJ, em 2006.
"Não se pode supor que o fato dos adotantes serem duas mulheres possa causar algum dano (à formação das crianças), dano ao menor seria a não adoção", disse o ministro João Otávio de Noronha, presidente da 4ª Turma. Ao criticar a atuação do Ministério Público do Rio Grande do Sul, ele afirmou que o MP devia ter considerado o interesse das crianças.
Segundo ele, o entendimento não era uma preferência a heterossexuais ou homossexuais, e sim para aquilo que "for melhor para as crianças". O ministro destacou o fato de esta ser a primeira vez que o STJ julga recurso sobre adoção por casal homossexual. "Nesses casos, há de se entender que o interesse é sempre do menor, e o interesse dos menores diante da melhoria da situação social é a adoção."
Uma das mulheres já havia adotado as duas crianças ainda bebês. Sua companheira, com quem vive desde 1998 e que ajuda no sustento e educação dos menores, queria adotá-los por ter melhor condição social e financeira, o que daria mais garantias e benefícios às crianças, como plano de saúde e pensão em caso de separação ou falecimento.

Fonte: Correio do Povo.
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Pitaco da blogueira: Finalmente o amor venceu o preconceito. Finalmente a justiça está vendo que o melhor pra criança é ser amada e não a orientação sexual do casal que adota.